18/06/2026
Na tarde desta quinta-feira (18/6), foi retomada a reunião de negociação para tratar do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) da Embasa. Participaram do encontro o diretor de Gestão Corporativa, João Alves Pinto, o diretor Financeiro, Clécio Cruz, além de assessores dessas diretorias e representantes do departamento jurídico da empresa.
Na ocasião, a direção do Sindae cobrou avanços na pauta econômica e o cumprimento do compromisso de negociar as propostas de aditivo ao acordo coletivo.
Durante a reunião, a diretoria do sindicato reforçou a cobrança pelo reconhecimento e pagamento adequado das horas extras, bem como do auxílio-refeição referente à extensão da jornada de trabalho em turnos extras.
O Sindae defende que, no aditivo ao Acordo Coletivo, a redação da cláusula seja ajustada para garantir que os trabalhadores que realizem turnos extras tenham direito ao auxílio-refeição.
Outro tema debatido foi o auxílio mobilidade. O sindicato destacou que muitos trabalhadores desempenham suas atividades em áreas rurais e localidades distantes, onde o valor atualmente pago a título de auxílio-transporte/ressarcimento não é suficiente para cobrir as despesas efetivamente realizadas.
A diretoria também defendeu que o cálculo do benefício considere o deslocamento a partir da residência do trabalhador até o local de trabalho, e não apenas do escritório ou unidade da empresa, garantindo maior justiça e adequação à realidade enfrentada pelos empregados.
O Sindae também cobrou da Embasa uma resposta formal sobre a implementação do trabalho híbrido, tema que vem sendo debatido pela categoria e que gera grande expectativa entre os trabalhadores.
Além disso, o sindicato reivindicou a atualização dos valores das diárias, que se encontram defasados diante do aumento dos custos com alimentação, hospedagem e deslocamento, impactando diretamente os empregados que realizam atividades fora de sua base de trabalho.
Outro ponto importante da pauta foi a demanda apresentada por pais e mães atípicos em relação à redução da jornada de trabalho. O sindicato destacou a necessidade de avançar em mecanismos que garantam melhores condições para que esses trabalhadores possam conciliar suas atividades profissionais com o acompanhamento dos tratamentos e cuidados de seus filhos.
Em resposta, a assessoria jurídica da Embasa informou que a empresa já adota o entendimento de liberar trabalhadores e trabalhadoras sempre que necessário para o acompanhamento dos filhos em consultas, terapias e demais tratamentos. A empresa também argumentou que a legislação que trata da redução de jornada é de âmbito federal e que sua aplicação não constitui uma obrigação legal para a Embasa.
O tema seguirá sendo debatido entre as partes, uma vez que o sindicato discorda do entendimento apresentado pela empresa e acredita que é possível avançar nessa pauta.
A Embasa recebeu as reivindicações apresentadas pelo sindicato e se comprometeu a avaliar as demandas, retornando posteriormente à mesa de negociação para dar continuidade às discussões.
No que se refere à proposta econômica, a Embasa deverá oficializar até amanhã sua posição, reiterando a aplicação do INPC de 4,11%, com data-base de maio, para todas as cláusulas econômicas, com exceção do tíquete-alimentação. Para este item, a proposta deverá considerar a variação da cesta básica apurada pelo Dieese, que acumulou alta de 7,14% no período.
Após a formalização da proposta pela Embasa, o Sindae convocará assembleias para debater os rumos da campanha salarial e definir os próximos passos da mobilização da categoria.
Vamos à luta!