Fale conosco

Content on this page requires a newer version of Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player

Gota D'água
06.02.2019
Depois da tragédia, governo fala em fiscalizar equipamentos

Foi preciso duas grandes tragédias (humana e ambiental) para o governo atentar para o básico na área de barragens: cobrar uma efetiva fiscalização das condições desses equipamentos. Com mudanças na Política Nacional de Segurança de Barragens, qualquer represa que coloque em risco a vida de trabalhadores e comunidades pode ser removida. Órgãos fiscalizadores, em todos os níveis de governo, terão de fazer vistorias, dando prioridade a uma lista de barragens classificadas como de "dano potencial associado alto" ou com "risco alto".

É criminosa a omissão do governo, nas suas diversas esferas, como se pode verificar do Relatório de Segurança de Barragens elaborado em 2017 pela Agência Nacional de Águas: o Brasil tinha, naquele ano, 24.092 barragens e apenas 780 delas (3,23%) foram fiscalizadas. A da mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), que rompeu dias atrás, consta do relatório e não é citada como de risco. O documento assinala, ainda, que 42% das barragens não tinham licenciamento e que 3.543 delas foram classificadas como de risco e 5.459 como de dano potencial associado. Ou seja, o governo tem informações precárias sobre barragens e a maioria absoluta delas passa distante da fiscalização.

CUT DIEESE FNU
Nosso endereço:
Rua General Labatut, Nº 65, Barris, Salvador - Bahia - Brasil.
CEP.: 40070-100 - Tel.: *71 - 3111-1700* - Fax.: 71 3013-6913 secretaria@sindae-ba.org.br
Viewnet