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Gota D'água
06.08.2018
Dieese alerta que soberania do Brasil também corre risco com venda da Braskem

O “desapego” do governo golpista em diversos setores estratégicos da soberania nacional agora também se estende à petroquímica, pois está em curso a negociação para a venda da Braskem para a transnacional holandesa LyondellBasell. O Dieese alerta que o negócio coloca em risco toda a cadeia petroquímica no Brasil, ameaçando empresas e empregos nos polos da Bahia (Camaçari), São Paulo e Rio Grande do Sul.

Isso porque, segundo o Dieese, será inviabilizado o planejamento estratégico de longo prazo para o setor com a saída da Petrobras, que anunciou que deverá acompanhar a movimentação da Odebrecht, optando pela venda conjunta da sua parcela no negócio. As duas empresas são o sustentáculo da petroquímica nacional. Basta ver, como exemplo, que a Braskem, que é da Odebrecht, é acionista majoritária da maioria das empresas do Polo de Camaçari e é a produtora dos insumos básicos.

"Abrir mão de um setor tão estratégico e dinâmico pode aprofundar a desindustrialização no país, promover o fechamento de empresas e de postos de trabalho e, consequentemente, minar as possibilidades de construção de uma sociedade justa e igualitária", diz o Dieese, em nota técnica na qual avalia o novo cenário que se redesenha para o setor petroquímico a partir da eventual desnacionalização da Braskem.

Os técnicos do Dieese lembram que a Braskem detém o monopólio da produção de resinas no Brasil – matéria-prima utilizada na produção dos mais diversos tipos de materiais plásticos – e que os eventuais novos proprietários acabarão ditando o preço desses insumos. Nesse aspecto, os prejuízos seriam não apenas para a indústria brasileira, mas também atingiriam o consumidor final, já que o plástico está presente em inúmeros produtos, desde roupas a eletrodomésticos.

A Braskem é hoje a sexta maior companhia do mundo no setor petroquímico. Além do Brasil, tem plantas nos Estados Unidos, no México e na Alemanha. No Brasil, a companhia emprega cerca de 6 mil trabalhadores, com 2.500 só no Polo Petroquímico de Camaçari, na Bahia. Se confirmada a fusão, a Lyondell Basell deve se tornar a maior produtora de resinas termoplásticas do mundo. A expectativa do mercado é que o negócio seja firmado em até dois meses.

De acordo com dados do IBGE de 2016, a cadeia petroquímica brasileira representa cerca de 14,3% do valor bruto da produção industrial do país e emprega cerca de 664 mil de trabalhadores nos diversos setores que a compõem.

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