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Gota D'água
07.07.2018
Campanha salarial - Greve é vitoriosa: Embasa retira coparticipação, mas categoria quer mais avanços

Como esperado, a campanha salarial na Embasa tem sido das mais difíceis, exigindo muita luta da categoria. Foi assim que, na semana passada, conseguimos fazer com que a direção da empresa se movesse e apresentasse uma nova proposta, já que a outra tinha sido rejeitada. Após uma greve de 72 horas e com adesão maciça, a Embasa recuou e desistiu de incluir no acordo coletivo deste ano a coparticipação no plano de saúde, ampliou para R$ 37,00 o valor do tíquete alimentação e aceitou incluir cláusulas novas propostas pela categoria.

Tudo isso envolveu ampla articulação do Sindicato com o governo, através dos secretários Cássio Peixoto (Infraestrutura Hídrica e Saneamento) e Cibele Carvalho (Relações Institucionais), além de alguns parlamentares. A empresa, por sua vez, utilizou suas armas e pediu a mediação do Ministério Público do Trabalho, sendo que a primeira audiência aconteceu na última quinta (5), quando ela desistiu da coparticipação este ano, propôs a criação de uma comissão para discutir o modelo do plano de saúde para o próximo ano, aumentou o tíquete alimentação para R$ 37,00 e manteve o restante da proposta que tinha feito ao Sindicato no último dia 27.

Essa proposta inclui reajuste salarial de 2%, auxílio educação de R$ 300,00 com idade a partir de 6 anos e até 17 anos, 11 meses e 29 dias, além de aplicar os mesmos 2% nos auxílios funeral, filho com deficiência, material escolar, bônus junino e natalino e auxílio creche. Neste último, ela pretende reduzir o benefício em um ano, para crianças até 5 anos, 11 meses e 29 dias, compensando essa redução em relação ao acordo anterior com um reajuste de 25% no auxílio educação.

A proposta da empresa não termina aí, pois ela também deseja indicar um membro em cada Cipa (hoje todos (as) são eleitos (as) pela categoria) e, por outro lado, aceita incluir cláusulas novas propostas pelo Sindicato: a entrega da relação de contribuições mensais feitas pelos (as) associados (as) e as rescisões e homologações de contrato na sede do Sindicato para empregados (as) com mais de um ano de serviço na empresa.

Essa proposta feita pela empresa no dia 27 e melhorada na mediação no Ministério Público do Trabalho, quinta-feira (5), também foi rejeitada pela categoria em assembleias realizadas na última sexta (6), um dia após a greve de 72 horas que mobilizou trabalhadores (as) em todo o estado. A decisão de rejeitar foi por ampla maioria, pois a categoria sente que a empresa ainda pode melhorar a proposta para o acordo coletivo.

As assembleias de sexta (6) decidiram pela continuidade das negociações e marcou nova rodada de assembleias para a próxima sexta, dia 13, também na capital e unidades regionais do interior. Mas um dia antes, na quinta, estaremos concentrados na segunda mediação que o Ministério Público do Trabalho já marcou, na esperança de que lá seja alcançada a solução para o impasse, incluindo uma melhoria no reajuste salarial, uma vez que a empresa teve um bom desempenho econômico no ano passado e, como sempre, fruto do esforço da categoria.

Como já foi dito, nossa união e mobilização tem feito a diferença. Vamos continuar firmes na luta!

CUT DIEESE FNU
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