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Gota D'água
12.05.2018
Embasa deixa de fazer proposta de acordo e trabalhadores (as) marcam assembleia com indicativo de greve

Valendo-se do argumento de que o INPC ainda não havia sido divulgado, a Embasa deixou de apresentar uma proposta para as cláusulas econômicas na última negociação, realizada na última quarta (9). Apesar disso, o Sindicato insistiu na discussão de cláusulas ainda pendentes e realizou assembleia na última sexta (11), que definiu por manter as negociações e convocou nova assembleia para o próximo dia 22, com indicativo de greve. Vale ressaltar que nova reunião já está prevista para a próxima quinta (17) e já sabemos que o INPC ficou em 1,69%, o que força a empresa a apresentar finalmente uma proposta global de acordo.

FOTO - CRÉDITO: DIDICA VASCONCELOS

Sobre o INPC, o baixo índice reflete a situação de estagnação da economia após o golpe, sendo também resultado da reforma trabalhista, da liberação geral da terceirização, da política de privatizações e de desinvestimento do governo e das empresas estatais. Uma crise que aprofundou o desemprego, aumentou a informalidade no mercado de trabalho, diminuiu a arrecadação da previdência e reduziu a massa salarial da classe trabalhadora, com um impacto altamente negativo no consumo das famílias, gerando uma enorme incerteza sobre o futuro.

O Sindicato manteve sua proposta de reajuste salarial pelo INPC (1,69%), mais 5% de ganho real de salário, R$ 5.950,00 para o Auxílio Funeral, R$ 1.550,00 para o Auxílio por Filho com Deficiência, R$ 200,00 para os Bônus Junino e Natalino, R$ 250,00 para o Auxílio Material Escolar e R$ 390,00 para o Auxílio Educação.

Demais cláusulas – Na do Fornecimento de transporte, a Embasa insiste no retorno do desconto de 6% do salário do empregado, alegando que é exigência legal e que pode ser multada por sonegação tributária. O Sindicato lembrou que isso significará redução salarial de 5% para os que utilizam o vale transporte e propôs, na hipótese de retorno dos 6%, que seja incorporado o valor de R$ 100,00 na tabela salarial da empresa para todos os trabalhadores, compensando a mudança na cláusula

Quanto às horas extras, a empresa havia proposto pagá-las através do banco de horas, num prazo de até 12 meses. Sendo esse prazo ultrapassado, as horas seriam pagas com os percentuais de 50% e 100% previstos no acordo atual. Além disso, a empresa quer que as horas extras sejam autorizadas por escrito por um gerente, sem o que não pagará. O Sindicato não concordou e quer que as horas extras sejam pagas mensalmente até o limite de 44. As excedentes a isso iriam para o banco de horas, tendo a empresa um prazo de180 dias para compensá-las, do contrário terá que pagá-las também. Além disso, hora extra é para ser compensada em dobro e toda hora a compensar deve constar no contracheque.

Na assistência médica, a empresa também insiste na coparticipação de 10% por procedimento (consultas, exames e outros procedimentos ambulatoriais) que excedam a franquia mensal. O desconto mensal da coparticipação será limitado a 10% da remuneração do titular até quitação total da despesa. O presidente Rogério Cedraz alegou que, se não houver a coparticipação, há grande possibilidade das próximas licitações serem desertas e não aparecer nenhuma operadora interessada no nosso plano de saúde.

O Sindicato indicou que a coparticipação por procedimento terá impacto no salário dos trabalhadores, pois além dos descontos dos percentuais mensais, que chegam a 7% do salário para um trabalhador que tem esposa (o) e três filhos, haverá potencialmente um desconto mensal de mais 10%, no salário a depender da necessidade de uso do plano de saúde. Mas considerando que a questão é polêmica, o Sindicato propôs que, na hipótese de inclusão da coparticipação, garantindo-se as franquias já existentes no termo de referência da licitação do plano de saúde, a empresa reduzirá o valor mensal pago pelos trabalhadores, na seguinte forma: Titular, redução do desconto de 2,5% para 1% (um por cento); cônjuge, redução de 1,5% para 0,5%, e dependentes, redução de 1% para 0,5%.

Cipa - No caso da Cipa, a empresa quer mudar a cláusula, não aceitando que todos os membros sejam eleitos pelos trabalhadores e o mandato seria reduzido de dois para um ano. O Sindicato não concorda, aceitando discutir o tema futuro, caso a empresa tenha cumprido os 72itens do Termo de Ajustamento de Conduta firmado com o Ministério Público do Trabalho. O Sindicato também não aceita o aumento no desconto mensal sobre o vale alimentação e propôs que o valor diário do tíquete seja de R$ 40,00.

Também não aceitamos mudanças no auxílio creche, pois a empresa pode excluir do benefício quem mora no interior. No caso do abono permanência, o Sindicato propõe a manutenção da redação do atual acordo. Para a cláusula das diárias, nossa proposta é manter a redação do atual acordo, mas com a unificação do valor das diárias para todos os empregados.

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