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Gota D'água
27.02.2018
Brincando com fogo

Para alguns especialistas, a intervenção militar no Rio de Janeiro é um espetáculo do governo para desviar o foco da derrota na reforma da previdência. Mas, para outros estudiosos desse tipo de ação, isso está mais para uma tragédia. Seja uma coisa ou outra, o governo está brincando com fogo e colocou a população na linha de tiro das Forças Armadas.

Para começar essa análise, é importante destacar o sucesso da mobilização da classe trabalhadora contra o projeto de reforma na previdência. Pelo menos esse golpe foi rechaçado. E aqui cabe parabenizar nossa categoria pela participação no movimento.

A derrota deixou o golpista Michel Temer sem um motivo para agradar os financiadores do golpe e de estar bem na grande mídia. Apelou para outro perigoso golpe, chamando as forças armadas para acabar com uma violência no Rio de Janeiro que dura décadas.

Como os militares não receberam capacitação e investimento para esse tipo de ação, ou eles poderão ser desmoralizados ou têm risco de promover uma carnificina. Com um detalhe: as tropas só estão posicionadas em comunidades pobres, nenhuma guarnição patrulha bairros de gente rica que compra drogas.

A intervenção também pode cair no gosto dos militares e ser estendida a todo o país. Lembrando que tropas de Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo já foram mobilizadas nas fronteiras com o Rio, sob alegação de fechar o cerco aos bandidos.

Acrescenta-se aí a desmoralização de Temer, chefe do governo mais corrupto da história do Brasil, da classe política e do pedido de forças da elite pela intervenção militar. Toda a ação militar vem tendo amplo apoio da grande imprensa. São elementos que estiveram presentes para o desfecho da ditadura militar de 64.

Temer não tem futuro na eleição nem para síndico de prédio. Mas quer salvar a pele pelos inúmeros processos que responde e vai perder foro privilegiado ao deixar o cargo. Precisa da intervenção no intuito de boicotar a eleição. Mas Lula tem chance de se eleger e bem, ainda no primeiro turno. Esse é o grande pavor deles.

O golpe que afastou Dilma Rousseff do cargo fez o Brasil retroceder no tempo, com o corte de várias conquistas e direitos, como os retirados na reforma trabalhista e na terceirização ilimitada. Lula representa o Brasil que avançou em todos os sentidos, com redução da fome e miséria, ascensão à classe média, acesso de pobres à universidade, investimentos em infraestrutura, incluindo água e esgoto etc.

Essa é a pauta da elite brasileira e mundial. É preciso fazer o serviço completo, entregando o pré-sal, privatizando a água e empresas de energia, mantendo quebrada a nossa indústria... Nossa pauta é o inverso disso. Assim, olhos atentos para todos os próximos movimentos do governo e dos militares.

Estejamos mobilizados sempre para garantir a democracia e o estado de direito, lutas que custaram o sangue e a vida de muitos (as) brasileiros (as). Eles não passarão!

CUT DIEESE FNU
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