Gota D'água

Reunião com direção da Embasa termina sem acordo sobre pagamento do PPR

13/04/2020

Algumas decisões importantes foram tomadas após longa reunião realizada na última quinta-feira (09/04), por meio de videoconferência, com a diretoria da Embasa. Entre as principais definições estão a prorrogação da validade do acordo coletivo por 90 dias, a assinatura de um aditivo ao ACT sobre o teletrabalho e aquisição de EPI’s, mas não saiu a definição sobre o pagamento do PPR. O Sindicato reafirmou que a categoria espera a liberação do benefício conforme o acordo firmado com a empresa dois anos atrás, ou seja, na primeira quinzena de maio.

A direção da Embasa apresentou uma série de números baseados em projeções sobre a arrecadação futura, indicando problemas de caixa que terá pela frente em decorrência da pandemia do coronavírus. Falou da possibilidade de não haver reajuste de tarifas este ano, da isenção nas tarifas sociais concedidas pelo governo estadual e na queda de arrecadação que esses e outros fatores irão provocar. Em comunicado anteriormente enviado ao Sindicato, ela indicou que só iria discutir o pagamento no segundo semestre deste ano. Depois do encontro desta quinta-feira (09), uma nova reunião da Direx ficou de discutir o assunto.

O Sindicato, por sua vez, destacou que o coronavírus também afeta fortemente a categoria que, além de já ter compromissos firmados anteriormente baseados no valor pago de PPR, a pandemia tem acarretado despesas extras e se coloca como importante alternativa para as famílias que tiveram membros desempregados ou perda acentuada de renda devido às medidas adotadas pelo governo.

ACT e teletrabalho - Após protestos do Sindicato sobre a necessidade de se realizar um contrato coletivo sobre a jornada em teletrabalho, e mesmo dos riscos no deslocamento de trabalhadores (as) para a assinatura de contratos individuais, a Embasa se comprometeu a estudar a implantação de um aditivo ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) disciplinando esse tipo de jornada, integral ou mista, baseada em modelos de trabalho remoto ou home office. O sindicato lembrou que não é necessário a assinatura de contratos individuais, uma vez que o assunto pode ser disciplinado em norma coletiva.

A empresa também aceitou a reivindicação do sindicato e assinou a prorrogação da vigência do nosso Acordo Coletivo por 90 dias (o atual expira em 30 de abril), o que abre a expectativa de que a negociação do novo acordo seja feita num ambiente mais confortável do que o atual. Além disso, a empresa assumiu o compromisso de compras de 80 a 100 mil máscaras de proteção individual, além de contar com 4 mil litros de álcool em gel em estoque, mesmo alegando muitas dificuldades com fornecedores. 

O Sindicato pontuou que é preciso bem mais do que isso para garantir uma adequada proteção aos trabalhadores na execução dos serviços internos e externos e cobrou que esses materiais cheguem nas mãos dos empregados o mais rápido possível, pois todos os dias eles arriscam suas vidas para garantir a manutenção dos serviços essenciais para a população.