Gota D'água

Diretoria da Embasa despreza diálogo e terceiriza negociação. Quarta tem paralisação

26/08/2019

Diretoria da Embasa despreza diálogo e terceiriza negociação. Quarta tem paralisação

A direção da Embasa resolveu mostrar as garras da sua truculência ao desprezar o diálogo direto com a categoria e terceirizar as negociações do acordo coletivo, através da contratação de um escritório de advocacia. A terceirização já se fez notar na mediação feita na última terça (20), no Ministério Público do Trabalho (MPT), onde o impasse foi mantido e teve resposta dos (das) trabalhadores (as) nas assembleias realizadas logo a seguir: a decisão foi de fazer uma nova paralisação de advertência de 48 horas a partir desta quarta (28). O principal entrave ao acordo é a tentativa forçada de implantação da coparticipação no plano de saúde.

A paralisação como resposta à truculência foi definida por ampla maioria dos (das) trabalhadores presentes nas 27 assembleias realizadas entre quarta e sexta (21 a 23) da semana passada, na capital e interior. Também se decidiu pela continuidade das negociações, sendo que já está marcada uma reunião com a empresa para o próximo dia 30, mas existe a perspectiva de que um encontro seja feito também esta semana. O Ministério Público deu prazo de um mês para que as partes busquem uma solução.

É a primeira vez que diretores da empresa preferem ficar de fora da mesa de negociação com o Sindicato, mesmo estando ela integrando um governo dito democrático popular. Isso só prejudica a relação com a categoria. Vale lembrar também que a Embasa é uma notória praticante da terceirização ilegal em diversos setores, tendo sido obrigada a assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o próprio Ministério Púbico do Trabalho por descumprimento de 72 itens de saúde e segurança. A maioria desses itens segue sendo descumprida.

Proposta na coparticipação – Durante a mediação no MPT, semana passada, a empresa apresentou uma novidade: ofereceu R$ 25,00 por empregado (a), como forma de compensar a implantação do modelo de coparticipação no plano de saúde, e manteve a proposta anterior para as cláusulas econômicas (reajuste de 5,07% no salário e em alguns benefícios). O Sindicato não aceitou, manteve a proposta apresentada anteriormente e ratificou a intenção de discutir o modelo de saúde como um todo.